Um pouco de história

Um pouco de história

Outubro de 1997. Eu regressava de uma estada de 3 anos na sisuda e vibrante Inglaterra, ilha velha e mais moderna dos fins do século. Não tinha a menor ideia do que faria, curso de administração de empresas e letras nas melhores faculdades de terras brasucas nas costas, uma série de nãos colecionados por “ultra-qualificação” para os postos disponíveis em empresas de amigos vários. Acabei conseguindo a posição de produtor em festivais de cinema, aquele enorme coringa que responde a qualquer necessidade que não acharam ninguém pra fazer. Devo dizer que me diverti.

Foram 3 anos nesta função e alguns bicos em produção executiva de cantoras em início ou declínio de carreira. Em meio às mil funções de produtor executivo nos festivais, nascia uma nova carreira no Brasil, a legendagem eletrônica ao vivo, que era feita basicamente por duas empresas brasileiras e uma espanhola, que cobravam os olhos da cara e mais alguns outros para prestar o serviço.

Vi ali uma oportunidade para conseguir uma carreira.
Vendi meu carro, único bem que tinha, e comprei na Finlândia a licença de um software muito mais capaz de cumprir a função que as empresas existentes aqui ofereciam.

No autodidatismo, entre uma cabeçada ali e aqui, com um custo justo e 4/5 no mínimo menor daqueles praticados por meus concorrentes, fui ganhando terreno, a Casarini ganhando nome e espaço no mercado cinematográfico.
Em 2002, um ano após abrir a empresa, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo me procurou para assumir o controle desse serviço.

Gol de placa no início do primeiro tempo.

No mesmo ano, meu sócio Célio Faria juntou-se a mim, o que ajudou muito a expandir nosso alcance de trabalho, devido à sua personalidade tão diferente da minha.
Mas isso é história para outra hora.

 

Hugo Casarini